Casamento
Alfredo Wagner
Juliana & Felipe
Casamento na Gruta do Poço Certo: Juliana e Felipe provaram que cada detalhe pode contar uma história
Alguns casais planejam um casamento.
A Juliana planejou uma lembrança.
Muito antes do grande dia, começamos a trocar referências, conversar sobre luz, enquadramentos e imaginar como seriam as fotografias que contariam essa história.
Ela sabia exatamente o que queria sentir quando olhasse para esse dia muitos anos depois.
E talvez tenha sido justamente isso que tornou esse casamento tão especial.
Vindos de Curitiba, Juliana e Felipe reuniram familiares e amigos em Santa Catarina para celebrar a união em um dos cenários mais impressionantes do estado: a Gruta do Poço Certo, em Alfredo Wagner.
Mas, desde o início, ficou claro que aquele lugar seria apenas parte da história.
O restante seria construído pelos detalhes.
Algumas escolhas dizem muito sobre quem somos
Antes mesmo da cerimônia começar, era impossível não perceber que cada elemento havia sido escolhido com intenção.
O vestido fugia completamente do tradicional.
Os delicados bordados coloridos pareciam dialogar com a própria natureza da gruta.
As luvas acrescentavam elegância sem perder a leveza.
E o buquê, em formato de cesta, completava uma composição que dificilmente poderia pertencer a outra pessoa.
Nada chamava atenção por exagero.
Chamava atenção porque fazia sentido.
Porque refletia exatamente quem a Juliana é.
Talvez seja esse o segredo dos casamentos que permanecem atuais mesmo depois de muitos anos.
Eles não seguem tendências.
Eles seguem a personalidade do casal.
Quando a história também caminha sobre quatro patas
Entre todos os momentos daquele dia, houve um que arrancou sorrisos de praticamente todos os convidados.
Os cachorros da Juliana e do Felipe participaram da cerimônia levando as alianças.
Pode parecer um detalhe.
Mas quem divide a vida com um animal de estimação sabe que eles também fazem parte da família.
Para que tudo acontecesse com tranquilidade, um adestrador acompanhou os dois durante todo o casamento, permitindo que eles participassem desse momento antes de voltarem a descansar.
Foi uma participação breve.
Mas impossível de esquecer.
Algumas fotografias só existem quando existe tempo
Quando a cerimônia terminou, a maior parte dos convidados seguiu para a recepção.
Nós permanecemos na gruta.
Essa sempre foi uma das maiores prioridades da Juliana.
Ela queria viver aquele cenário sem pressa.
E foi exatamente isso que fizemos.
Caminhamos entre as pedras.
Aproveitamos a luz que atravessava a abertura da gruta.
Descemos até perto da água.
Em determinado momento, eles estavam praticamente sob a cachoeira, sem medo de molhar o vestido ou de fugir do que normalmente se espera de um ensaio de casamento.
As fotografias mais marcantes quase nunca nascem da pressa.
Elas aparecem quando existe liberdade para viver o momento.
Quando deixamos a gruta e seguimos para a recepção na Pousada Colinas da Serra, em Bom Retiro, a sensação era de que uma parte daquele dia continuava entre as pedras, a água e a luz que entrava silenciosamente naquele lugar.
Talvez seja exatamente por isso que gosto tanto de voltar a esse casamento.
Não apenas pela beleza da Gruta do Poço Certo.
Mas porque cada escolha feita pela Juliana e pelo Felipe tinha um único objetivo:
Construir um casamento que se parecesse com eles.
E acredito que seja justamente isso que faz essas fotografias continuarem tão atuais.
Elas não registram tendências.
Registram personalidade.
Anos depois, talvez eles esqueçam a temperatura daquele dia.
O horário da cerimônia.
Ou até a música da entrada.
Mas tenho a impressão de que nunca esquecerão a sensação de caminhar pela gruta sem pressa, enquanto construíam as fotografias que imaginaram durante tantos meses.
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